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Os rios que atravessam a cidade e os rios que atravessam a vida

Ao final da formação Territórios em Travessia, convidamos as pessoas participantes a registrar os atravessamentos, inquietações e aprendizados que emergiram ao longo do percurso pelos territórios visitados.


O texto a seguir foi escrito por Artia, artista travesty afroindígena, pessoa de terreiro e artista do corpo. Com sensibilidade e potência criativa, sua escrita transforma a experiência vivida em reflexão sobre memória, pertencimento, cidade e justiça climática.

Ao percorrer territórios como Boa Viagem, Ilha de Deus e Ibura, Artia não apenas observou iniciativas comunitárias de enfrentamento às injustiças climáticas. Ela revisitou suas próprias histórias, reencontrou os rios que atravessam sua trajetória e elaborou novas formas de compreender as relações entre corpo, território e natureza.


Mais do que um relato sobre a formação, este texto é um exercício de escuta. Uma reflexão sobre os vínculos que mantemos com os lugares que habitamos e sobre aquilo que a cidade, muitas vezes, nos ensina a não perceber.


Boa leitura.



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